Parlamento europeu reclama justiça por violações contra direitos na América Latina, matéria de Morsolin por Adital

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Morsolin Cristiano e Mep Lola Sanchez no Parlamento Europeo

O assassinato da líder indígena Berta Cáceres, ocorrido no oeste de Honduras, causou comoção nacional e internacional. Uma avalanche de reações expressando repúdio não se fez esperar. Também o grupo Esquerda Unitária Europeia (Gue-Ngl) expressou sua indignação no Parlamento Europeu, uma voz forte da esquerda que acompanha a luta por justiça dos povos latino-americanos, assim como na Europa.

Marie-Christine Vergiat, eurodeputada do grupo Esquerda Unitária Europeia – Front de Gauche (FR) -, coordenadora da área de Direitos Humanos, e Lola Sanchez Caldentey, eurodeputada do grupo Esquerda Unitária Europeia – Podemos (ES) -, coordenadora da Área de Cooperação para o Desenvolvimento, difundiram um comunicado no qual destacam que “tomamos conhecimento, com enorme tristeza, consternação e indignação, do covarde assassinato de Berta Cáceres, líder indígena de Honduras, defensora do meio ambiente, dos povos indígenas e da democracia. Berta foi assassinada na madrugada do dia 03 de março, em sua casa, por um dos esquadrões da morte que operam livremente em Honduras, desde o golpe de Estado de 2009. Um golpe ao qual ela se opôs, com muito valor”.

“Berta, como suas companheiras e companheiros próximos, que foram vítimas de assassinato, antes dela, sabia que essa luta desigual contra as multinacionais e os investidores locais e internacionais lhe podia custar a vida. Nem por isso, deixou de lutar um só dia. Em abril de 2015, Berta recebeu o Prêmio Goldman Environmental Prize, por sua luta contra a represa de Água Zarca”, assinalaram as eurodeputadas.

“Denunciamos a cumplicidade das autoridades da União Europeia e dos Estados Unidos com o Golpe de Estado de 2009, assim como as violações aos direitos humanos e o recrudescimento do saque das riquezas naturais por parte de investidores e multinacionais que [o golpe] vem acarretando. Queremos que a União Europeia revise sua atuação a respeito de Honduras e defenda os valores da democracia e respeito aos direitos humanos, de acordo com as convenções internacionais de Direitos Humanos das Nações Unidas, e de acordo com seus próprios textos fundadores. Apoiamos a luta do povo de Honduras por soberania, liberdades, direitos humanos e meio ambiente”, acrescentaram.

Hoje, para as deputadas europeias, a luta de Berta é mais atual do que nunca. “Seu assassinato constitui uma terrível perda e não pode ser deixado impune. Devemos intensificar a luta e assegurarmos que o trabalho de Berta terá continuidade” (6). Este comunicado foi entregue durante um protesto diante da embaixada de Honduras na União Europeia, no último dia 04 de março, com o eurodeputado Xabier Benito Ziluaga (Podemos), que falou com representantes da Embaixada, com uma representante da CIFCA, da INTAL, de ALTERSUMMIT, da Anistia Internacional e do Comité pour les Droits Humains “Daniel Gillard”.

A MATERIAL COMPLETA:

http://www.adital.com.br/site/noticia_imp.asp?lang=PT&img=S&cod=88395

 

 

 

 

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